Cronologia

Os marcos em ordem

Linha do tempo vertical agrupando todos os marcos por era — da fundição do cobre à descoberta acelerada por dados.

01~5000 a.C. — Séc. III d.C.

Antiguidade

A química inorgânica começa como tecnologia de materiais: metais, vidros e pigmentos.

  1. ~5000 a.C.
    Fundição de cobre

    Primeiros processos pirometalúrgicos sistemáticos.

  2. ~3300 a.C.
    Ligas de bronze

    Domínio do controle composicional Cu–Sn.

  3. ~2500 a.C.
    Azul egípcio

    CaCuSi₂O₆ — um dos primeiros pigmentos sintéticos documentados.

  4. ~1500 a.C.
    Vidro controlado no Egito

    Domínio da fusão silicato e coloração.

  5. ~1200 a.C.
    Idade do Ferro

    Redução de óxidos de ferro e forja.

02Séc. III – XVII

Alquimia e Idade Média

A alquimia constrói a infraestrutura experimental — destilação, sublimação, cristalização — que a química herdará.

  1. Séc. III–IV
    Zósimo de Panópolis

    Primeiros registros de aparatos de destilação e cultura de laboratório.

  2. Séc. VIII–XIII
    Tradição islâmica

    Jābir ibn Hayyān: classificação de substâncias e preparação sistemática de sais e ácidos.

  3. Séc. XIII–XVII
    Europa medieval

    Vitriolos e ácidos minerais (HNO₃, H₂SO₄, HCl); Paracelso e a iatroquímica.

  4. 1704
    Azul da Prússia

    Pigmento sintético com química de coordenação avant la lettre.

03Séc. XVIII – XIX

Revolução Química e Século XIX

A quantificação substitui a descrição qualitativa; a tabela periódica unifica a disciplina em uma estrutura preditiva.

  1. 1789
    Lavoisier

    Conceito operacional de elemento — fim do flogisto.

  2. 1800–07
    Davy & eletrólise

    Isolação de Na, K, Ca, Mg, Ba e Sr por eletrólise.

  3. 1808
    Dalton

    Pesos atômicos e teoria atômica moderna.

  4. 1835
    Berzelius

    Conceito de catálise e notação química.

  5. 1860
    Kirchhoff & Bunsen

    Espectroscopia de chama → descoberta de Cs e Rb.

  6. 1869
    Mendeleev

    Lei periódica — previsão de elementos desconhecidos.

04Séc. XX

Século XX

Coordenação, cristalografia e modelos eletrônicos redefinem o que se mede, explica e projeta em química inorgânica.

  1. 1893–1913
    Werner

    Teoria de coordenação. Geometria octaédrica e isomeria. Nobel 1913.

  2. 1908–13
    Haber–Bosch

    Síntese de amônia: catálise heterogênea e impacto em fertilizantes.

  3. 1912–14
    Bragg

    Difração de raios X → cristalografia estrutural de sais e minerais.

  4. 1929–52
    Campo cristalino

    Bethe e Van Vleck: desdobramento d-d, cor e magnetismo.

  5. 1938–46
    EPR / NMR

    Zavoisky (EPR, 1944) e Bloch/Purcell (NMR, 1946) — sondas estruturais.

  6. 1951
    Ferroceno

    Descoberta do sanduíche metálico: nasce a organometálica moderna.

  7. 1963
    HSAB (Pearson)

    Ácidos e bases duros e moles — racionalização de reatividade.

  8. 1964–
    DFT

    Hohenberg–Kohn–Sham: modelagem computacional de sistemas inorgânicos.

051970 – 2025

Materiais funcionais e fronteiras

Síntese racional, computação e demanda tecnológica convergem: a química inorgânica torna-se central para energia, eletrônica e armazenamento.

  1. 1972
    Fujishima–Honda

    Fotoeletrólise da água com TiO₂ — nasce a fotocatálise.

  2. 1986
    Supercondutores

    Bednorz & Müller: óxidos de cobre com Tc > 30 K. Nobel 1987.

  3. 1991
    Bateria Li-íon

    Goodenough/Yoshino: LiCoO₂ pela Sony. Nobel 2019.

  4. 1999
    MOF-5 (Yaghi)

    Estruturas metalorgânicas — química reticular e porosidade.

  5. 1980s–
    Pontos quânticos

    Nanopartículas semicondutoras com propriedades ópticas ajustáveis. Nobel 2023.

  6. 2009–
    Perovskitas híbridas

    CH₃NH₃PbI₃ em células solares: eficiência > 25% em 2023.

  7. 2011–
    Materials Project

    Bancos de dados e alto throughput para descoberta acelerada.